Especificação dos Óleos Lubrificantes

 


A Sociedade dos Engenheiros Automotivos (SAE), é quem classifica o grau de viscosidade dos lubrificantes aceitos pelas montadoras e pelos próprios fabricantes. De acordo com a instituição, os óleos lubrificantes são divididos em dois grupos: os de “verão”, cuja viscosidade é medida a altas temperaturas (SAE 20, SAE 30, SAE 40, SAE 50 e SAE 60); e os de “inverno” (winter, em inglês), identificados pela letra W. com viscosidade medida a baixas temperaturas (SAE 0W, SAE 5W, SAE10W, SAE 15W, SAE 20W e SAE 25W).


saeA utilização de lubrificantes impróprios reduz a vida útil dos componentes, entre outros problemas. O uso de um lubrificante mais fino que o indicado pela montadora, por exemplo, forma uma camada incapaz de evitar o atrito das peças. Já o mais grosso exige um gasto maior de energia da bomba de óleo. Ou seja, além de consumir mais combustível, acelera o desgaste dos componentes que ficaram sem película lubrificante naquele período.
Alguns óleos são classificados como multiviscosos por atenderem simultaneamente as duas exigências. São indicados tanto para temperaturas baixas como para altas. O desempenho deles é maior, pois se comportam como óleos mais “finos” (como os de inverno) no momento da partida do motor, oferecendo assim boa lubrificação e menor resistência ao movimento das peças quando o conjunto está frio. Um exemplo é o SAE 10W/40 que, em baixas temperaturas, se comporta como um produto SAE 10W, facilitando a partida a frio. Em altas, se comporta como um produto SAE 40, garantindo uma película lubrificante suficientemente espessa para proteção dos componentes.


Comparando um óleo SAE 20W/40 com um SAE 20W/50, pode-se dizer que a baixas temperaturas (ou na partida a frio) eles têm a mesma fluidez, porém a altas temperaturas o óleo SAE 20W/50 forma uma película mais grossa do que um lubrificante SAE 20W/40.


Já as outras letras classificam o lubrificante de acordo com a especificação de sesempenho criada pelo Instituto Americano de Petróleo (API), com diferentes quantidades e/ou tipos de aditivos. Para motores a gasolina e a álcool, o nível de desempenho é identificado pela letra S, de “service station” (postos de serviço, garagem) ou Spark (faísca ou centelha gerada pela vela destes motores); para motores movidos a diesel é usada a letra C, de “commercial oils”, ou de “compression”, referindo-se à forma de combustão característica desses motores.


Há uma segunda letra que indica o tipo de serviço que o motor é capaz de executar (quantidade de aditivos). A qualidade é classificada por ordem alfabética: SA, SB, SC, SD, SE, SF, SG, SH, SJ e SL. Os lubrificantes SA, SB, SC e SD não estão mais no mercado, pois as tecnologias utilizadas em sua produção tornaram-se ultrapassadas. Quanto mais distante da vogal A estiver a segunda letra, melhor será o desempenho do lubrificante e maior será o número de aditivos existentes nele.


Um bom exemplo é o óleo para motor a gasolina ou álcool que atende ao nível de desempenho API SL. Ele pode ser usado no lugar de um óleo API SG, pois confere maior proteção ao motor. Mesmo assim, é extremamente importante seguir as recomendações do manual do proprietário.


Segundo Cláudia Cavadas, engenheira química da Castrol, a principal preocupação do fabricante do óleo deve ser, antes de mais nada, avaliar quais as aprovações e níveis de desempenho que ele deve ter. “Hoje temos produtos desenvolvidos para atender exclusivamente a uma determinada montadora, diferentemente de 10 ou 20 anos atrás, quando todo os lubrificantes eram nivelados tecnologicamente”, explica Cláudia.

Fonte: Revista Auto Esporte. voltar

 

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